A falta não é algo que eu queira sentir, mas é inevitável, esse vazio incomoda, não se preenche por completo.
Eu que sempre fui livre, pra amar e desamar, gostar e desgostar, acabei me prendendo de uma forma inexplicável, me sinto acorrentada em algo que não significa. Agora é meu coração quem me dá as ordens, perdi o domínio de mim mesma.
Ironia do destino, não? Eu que sempre me julguei inatingível por frágeis emoções, virei escrava dos meus traidores sentimentos.
Me pergunto todos os dias como pude me deixar envolver de tal maneira e procuro desesperadamente por um caminho ou por um guia que me mostre à saída desse labirinto.
Enquanto não me livro da ausência, tento me preencher com a arte de escrever. Assim, posso desabafar e poupar todas as lágrimas que às vezes querem cair.
Mas, não pense que não sou feliz, mesmo com esse vazio, me sinto completa com minha família e meus amigos que tanto amo. Ainda não preciso de ninguém pra ser feliz.
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